O velho testamento
No quadro de valores da educação religiosa, na civilização cristã, o Velho Testamento, apesar de suas expressões altamente simbólicas, poucas vezes acessíveis ao raciocínio comum, deve ser considerado como a pedra angular, ou como a fonte-máter da revelação divina.
De suposta autoria do profeta Moisés, o Velho Testamento inicia com os cinco livros conhecidos como Pentateuco Mosaico. O aparecimento dessas obras é assinalado em torno de 1550 a 1300 a.C. , sendo que a história do povo hebreu com o patriarca Abraão, a que se refere a obra, data de 1700 a.C..
Alguns textos abordam o decálogo, ou dez mandamentos, orientações morais que constituem o aspecto divino de sua revelação, perfeitamente válidas até o dia de hoje.
Os cinco livros atribuídos a Moisés são:
- Gênesis: Trata da origem da Criação, do mundo terreno e do homem. Através de uma narrativa simbólica, o autor narra simbolicamente as fases do surgimento do universo, da Terra e dos seres.
- Êxodo: Descreve os principais episódios da libertação do povo hebreu, após a escravidão de quatrocentos anos no Egito.
- Levítico: Contém as instruções destinadas à orientação dos cultos entre os seguidores de Moisés e Deus.
- Números: Relata parte da história da peregrinação dos hebreus no deserto em direção a Canaã, a terra prometida e traz informações sobre um censo realizado apurando as pessoas que fizeram a viagem depois da fuga do Egito.
- Deuteronômio: É um código de leis promulgadas por Moisés com a finalidade de reorganizar a vida social do povo. Neste livro, entre inúmeras outras leis incompatíveis com os povos de hoje, encontramos a proibição referente ao contato com os "mortos". Tal prática era comum entre os egípcios, realizadas de forma desrespeitosa e fútil. O legislador achou por bem proibir essas atividades. Mais tarde, porém, o próprio Moisés, autor dessa proibição, na condição de "morto", aparece e conversa com Jesus, no episódio da transfiguração, sobre o monte Tabor.
Os livros de que falais foram escritos para conservar antigas narrações, que se arriscavam a perder-se; supriu-se de memória o que faltava, fazendo-se pesquisas na tradição.
- Os anais originais dos dias anteriores a Moisés não existiam;
- a narração do Gênesis é em parte legendária, em parte imaginária (querendo suprir os livros perdidos, recorreram à memória e à legenda),
- o resto de acordo com alguns manuscritos.
Os episódios da vida do mestre egípcio José são transcritos de acordo com manuscritos. Em nenhum caso os livros tais como os ledes são a obra daquele a quem os atribuem, pois foram compilados por Esdras e os seus escribas e só dão corpo às concepções e legendas dessa época já longínqua.
No que se refere à lei_mosaica é mais exato, porque os fragmentos que continham o código foram por muito tempo conservados. Só nos ocupamos daquilo para abreviar argumentos que se queriam tirar desses textos, aliás inexatos, mesmo falsos em parte, salvo no que se refere a um fragmento do documento mosaico.
Fontes:
Livro: "O Consolador", de Emmanuel, por psicografia de Chico Xavier;
www.consciesp.org.br - Consciência Espírita;
Livro: "Ensinos Espiritualistas", FEB, pelo Médium William Stainton Moses (1839-1892);
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará.
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