segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O  Sermão da Montanha

“Mas tu quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu 
Pai que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.”
( Mateus, 6: 6 )

Encontramos a respeito do assunto referencias nos seguintes livros:

Livro da Esperança (cap. 88);
Palavras de Vida Eterna (cap. 172); 
Alguns Ângulos dos Ensinos do Mestre (cap. 51).

Neste versículo, o tema principal é a prece. Nele Jesus nos ensina a maneira correta de orar.

“Quando orares”: nos fala do tempo - quando se deve orar? Em que circunstâncias? Devemos orar no inicio do dia, pedindo proteção a Deus; à noite, para merecermos o repouso físico, ocasião em que nos afastamos do corpo através do sono, e melhoramos o aproveitamento espiritual; diante dos perigos que nos ameacem e todo o momento de necessidade. Devemos orar sempre que o nosso coração pedir.
Aproveitando o assunto, pode-se fazer um estudo mais detalhado em torno da “oração”, a exemplo de como orar, por quem pedir, a quem pedir, o que pedir e demais questões relacionadas com a oração.

“entra no teu aposento”: o possessivo “teu” personifica o aposento. Ele o modifica, conferindo-lhe uma característica pessoal, íntima. O “aposento” aqui é individual. Significa que, ao orar, é preciso que a pessoa volte para dentro de si, buscando a Deus na intimidade do próprio coração, através do amor ao próximo que nele deve estar presente.

“e fechando a tua porta”: é a porta da mente. Não permitir a entrada de idéias estranhas. Introspecção. Meditação. Pensamento voltado a Deus no campo íntimo.

“teu Pai que está em oculto”: é Deus na consciência de cada um. Ele está em toda criação. “Deus não se mostra, mas se revela através de suas obras”. (A Gênese) Deus, estando presente na nossa intimidade, deverá naturalmente estar em oculto. A expressão “teu Pai” confirma isto. O Pai é de todos, mas cada um o sente segundo sua própria condição evolutiva. Em outras partes do Evangelho, encontramos as expressões “meu Pai”, “vosso Pai” ou “nosso Pai”, ditas por Jesus, quando ele queria se referir a grupos afins, diferentes ou a si próprio, respeitando sempre a diversidade evolutiva de cada um.

“vê secretamente”: é conseqüência de Deus estar sempre na nossa consciência.

“recompensará”: na forma de paz e tranqüilidade espiritual. Coragem, forças, paciência, resignação são recursos que a Providência Divina jamais nega a qualquer que lhe pede. Não existe prece sem resposta, é o que Jesus nos ensina em Lc. 11 : 9 (...) “Pedi, e dar-se-vos-á-; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á;”. Esta recompensa se acha também vinculada à lei de causa e efeito. Vejamos: “Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo em qualidade de justo, receberá galardão de justo.”         
(Lc 10:41).

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