quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mãe respire

"Respire. Você será mãe por toda a vida. 
Ensine as coisas importantes.
As de verdade. 
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. 
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. 
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta sejam aqueles que você não deu. 
Diga ao seus filho o quanto você o ama. 
Sempre que pensar nisso. 
Deixe ele imaginar. 
Imagine com ele. 
As paredes podem ser pintadas de novo. 
As coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem para sempre. 
Você pode lavar os pratos mais tarde. 
Enquanto você limpa, ele cresce. 
Ele não precisa de tantos brinquedos. 
Trabalhe menos e ame mais. 
E, acima de tudo, respire. 
Você será mãe por toda a vida. 
Ele será criança só uma vez."
Autor Desconhecido
Nuances do amor

Três fotos. Três histórias sublimes que mostram o poder do amor e onde ele está nos levando nesses novos tempos.
A primeira é curiosa, inusitada: dentro de um guarda-roupa, uma camisa e um paletó abraçam um vestido de noiva, simulando os dois seres que vestiram aqueles trajes, tempos antes, numa cerimônia matrimonial.
Trata-se de um casal que desejou imortalizar as lembranças de seu casamento de uma forma diferente. Fizeram com que as roupas que usaram na data ficassem ali, entrelaçadas, dentro do armário, para sempre.
Imaginamos o sentimento, a emoção, de contemplar aquela imagem, diariamente, toda vez que abrem o armário.
Imaginamos, durante os dias de céu azul no relacionamento, mas também durante os dias de tempestade, comuns e naturais, em qualquer relação a dois.
Talvez ela os lembre do compromisso, dos sonhos e dos maiores sentimentos que os levaram a fazer essa escolha importante e bela.
A segunda foto é tocante, e trata da relação com os filhos e do que esse grande amor que aprendemos a conhecer com eles, é capaz de nos proporcionar.
Pai e mãe, sorrindo, mostrando suas barrigas desnudas, e no meio delas o filho, um menino de cerca de cinco anos de idade também com sorriso no rosto, mostrando nas mãos uma bomba de insulina portátil.
Um detalhe fundamental: os pais apresentam sua pele tatuada, cada um com uma imagem detalhada, representando uma bomba de insulina em tamanho real, localizada na lateral do corpo – simulando o dispositivo verdadeiro.
Segundo eles, desejaram fazer isso pelo filho, para que ele, diabético, não se sentisse diferente e pudesse passar por aquele desafio durante a vida com mais suavidade.
A terceira imagem é também belíssima: um homem idoso com uma placa pendurada no pescoço, dessas que apresentam escritos na frente e atrás - nas costas. A placa diz:
Preciso de um rim para minha esposa. – E, logo abaixo, um número de telefone.
A reportagem afirma que ele sai pelas ruas e estradas de sua cidade, diariamente, caminhando sem descanso, há cerca de um ano, à espera de um doador.
Pela iniciativa ter emocionado muitas pessoas, o americano já recebeu ligações da Suécia, Egito e diversos outros países, de pessoas desejando ajudar.
*   *   *
Nuances de um amor que ainda estamos aprendendo a conhecer.
Da mesma forma que usamos tão pouco de nosso cérebro material, podemos dizer que usamos menos ainda do amor que temos em potência dentro de nós.
Um amor que precisa ser desenvolvido, que cresce em situações cotidianas como essas e tantas outras.
Será que ainda não entendemos a razão de existir da família, do casamento, dos filhos? Existe escola de amor melhor que essa?
Quem pode afirmar que permanece o mesmo depois de se apaixonar e viver esse amor profundamente?
Quem é capaz de dizer que não muda em nada, após receber os filhos, e conhecer uma nova modalidade de amor, de relação, de doação?
*   *   *
A lei de amor substitui o individualismo pela integração das criaturas e acaba com as misérias sociais.
Feliz daquele que, no decorrer de sua vida, ama amplamente seus irmãos em sofrimento!
Feliz daquele que ama, pois não conhece nem a angústia da alma, nem a do corpo. Seus pés são leves e vive como se estivesse transportado fora de si mesmo.

Redação do Momento Espírita, com citações do item 9,
do capítulo XI, do livro 
O Evangelho segundo o Espiritismo, de
Allan Kardec, ed. FEB.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Não te impacientes

A Paternidade Divina é amor e justiça para todas as criaturas.
Quando os problemas do mundo te afogueiam a alma, não abras o coração à impaciência, que ela é capaz de arruinar-te a confiança.
Quantos perderam as melhores oportunidades da reencarnação, unicamente por se haverem abraçado com o desespero!
A impaciência é comparável à força negativa que, muitas vezes, inclina o enfermo para a morte, justamente no dia em que o organismo entra em recuperação para a cura.
Se queres o fruto, não despetales a flor.
Nas situações embaraçosas, medita caridosa-mente nos empeços que lhe deram origem! Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele e os compromissos assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão apenas para torná-los maiores.
Quase sempre, a longa expectativa em torno de certas concessões que disputamos, não é senão o amadurecimento do assunto para que não falhem minudências importantes.
Não queremos dizer que será mais justo te acomodes à inércia. Desejamos asseverar que impaciência é precipitação e precipitação redunda em violência.
Para muitos, a serenidade é a preguiça vestida de belas palavras. Os que vivem, porém, acordados para as responsabilidades que lhes são próprias sabem que paciência é esperança operosa: recebem obstáculos por ocasiões de trabalho e provações por ensinamentos.
Aguarda o melhor da vida, oferecendo à vida o melhor que puderes.
O lavrador fiel ao serviço espera a colheita, zelando a plantação.
A casa nasce dos alicerces, mas, para completar-se pede atividades e esforços de acabamento.
Não te irrites.
Quem trabalha pode contar com o tempo. Se a crise sobrevêm na obra a que te consagras, pede a Deus não apenas te abençoe a realização em andamento, mas também a força precisa para que saibas compreender e servir, suportar e esperar.
Quando deixamos de ser crianças

Todos nascemos bebês, passamos pela fase da infância, alcançamos a juventude e amadurecemos, no contar dos anos.
O que é inusitado no processo é que, apesar de termos tido as mesmas experiências da inocência infantil, da ignorância de tantas coisas, ao nos tornarmos adultos, é como se esquecêssemos do que fizemos, do que éramos.
É de nos perguntarmos: quando foi que deixamos de ser crianças? Quando foi que assumimos o papel do adulto de carantonha, parecendo zangado com o mundo?
Quando foi que deixamos de apreciar algumas coisas simples, mas que nos davam tanto prazer?
Lembramos que, em dias chuvosos, fazíamos questão de andar pelas sarjetas inundadas, para sentir a água da chuva subindo além dos tornozelos.
E, ainda, tínhamos o capricho de ir chutando, para vê-la erguer-se, ofendida, e depois cair sobre nossos pés.
Fazíamos isso, a caminho da escola, sem nos importarmos em ficarmos com o uniforme molhado, na sala de aula. Valia o prazer da aventura.
E, era bom enfrentar no retorno ao lar, as ruas enlameadas, onde nos permitíamos ir deslizando, deslizando, não raro caindo.
Tudo era risos, divertindo-nos uns com os outros. Sabíamos que uma bela bronca nos aguardava ao chegar em casa. Mas, o importante era a diversão.
Coisas simples, de meninos do Interior, de anos passados.
Quando foi que esquecemos disso?
Quando foi que esquecemos de como era fácil, sem dinheiro algum, nos divertirmos?
Apostar corrida da casa ao armazém, com os irmãos. Apostar quem chegaria primeiro, quem conseguiria levar mais sacolas na sua bicicleta.
Bolinha de gude, coleção de figurinhas. A reunião com a turma antes do cinema do domingo, para trocar as figurinhas duplas, para se conseguir aquela bolinha de gude especial, colorida, bem lisinha, que o nosso amigo possuía.
E aguardávamos o dia certo do gibi chegar na banca. Quem tivesse dinheiro, comprava e lia com os amigos. Era importante porque algumas histórias eram divididas em episódios.
Não se poderia perder a continuação. Aprendíamos a emprestar, a dividir.
Por que será que agora, maduros, esquecemos de como é bom compartilhar, ceder?
Que o bom é ter amigos, muitos amigos para rir de coisas boas, para conversar do que se fez, da tolice que cometemos, sobre o negócio que não vai muito bem.
Quando foi que deixamos de ser crianças e começamos a guardar tudo para nós: o bom que vivemos, o mal que nos alcança?
Quando foi que esquecemos que fomos crianças?
*   *   *
Todos os dias, a vida nos brinda com suas surpresas. A natureza nos oferece o sol, o vento, o perfume das flores.
Também a chuva, o frio, a neve.
Alimentemos a criança que dormita em nós e utilizemos, ao menos uma parte do nosso dia, para as coisas importantes: admirar o nascer do sol, uma flor, dia a dia, desabrochando, abrindo a sua corola, pétala a pétala.
Os pássaros em algazarra nas árvores, o gato que se espreguiça ao sol, ainda sonolento.
A borboleta que visita nosso jardim, o beija-flor em seu voo ligeiro, recolhendo o néctar das flores.
Comecemos hoje a despertar a nossa criança, e verificaremos como seremos muito mais felizes, mesmo que as tarefas sejam muitas, que a conta bancária esteja quase no vermelho, que a enfermidade nos abrace.
Retornemos a sentir prazer nas coisas simples, nas coisas grandiosas com que Deus nos brinda a cada dia.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.9.2013.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O Mundo esta sério demais

"O mundo está sério demais.
O sorriso há muito tempo deixou de ser manchete.
Foi substituído pelas misérias humanas. (...) "

Devemos desligar um pouco a TV, fechar um pouco os jornais e voltar a fazer coisas simples: andar descalço na areia, cuidar de plantas, criar animais, fazer novos amigos, conversar com vizinhos, cumprimentar as pessoas com um sorriso, ler bons livros, meditar sobre a vida, expandir a espiritualidade, escrever poesias, rolar no tapete com as crianças, namorar nosso marido ou nossa mulher, rir de nossa seriedade, fazer do ambiente de trabalho um oásis de prazer e descontração.

Apareça de vez em quando vestido de palhaço para seus filhos ou para as crianças internadas nos hospitais. 

Aquiete sua mente, mude seu estilo de vida. 

Mude sua agenda.

As pessoas gostam de conviver com você? Ainda que não tenha dinheiro, se for uma pessoa agradável, você é uma pessoa rica. 

Se for desagradável, ainda que milionária, será apenas suportável."

Augusto Cury
Porquês da vida


Quem é que, nas horas de silêncio e recolhimento, nunca interrogou à natureza e ao seu próprio coração, perguntando-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do Universo?
Onde está aquele que jamais procurou conhecer seu destino, levantar o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade?
Não seria um ser humano, por mais descuidado que fosse, se não tivesse considerado, algumas vezes, esses tremendos problemas.
A dificuldade de os resolver, a incoerência e a multiplicidade das teorias que têm sido feitas, as deploráveis consequências que decorrem da maior parte dos sistemas já divulgados, todo esse conjunto confuso, fatigando o espírito humano, os têm relegado à indiferença e ao ceticismo.
Portanto, o homem tem necessidade do saber, da luz que esclareça, da esperança que console, da certeza que o guie e sustente.
Mas tem também os meios para conhecer, a possibilidade de ver a verdade se destacar das trevas e o inundar de sua benfazeja luz.
Para isso, deve se desligar dos sistemas preconcebidos, descer ao fundo de si mesmo, ouvir a voz interior que nos fala a todos, e que os sofismas não podem enganar: a voz da razão, a voz da consciência.
O que importa ao homem saber, acima de tudo, é: o que ele é, de onde vem, para onde vai, qual o seu destino.
As ideias que fazemos do Universo e de suas leis, da função que cada um deve exercer sobre este vasto teatro, são de uma importância capital.
Por elas dirigimos nossos atos. Consultando-as, estabelecemos um objetivo em nossas vidas e para ele caminhamos.
Nisso está a base, o que verdadeiramente motiva toda civilização.
Tão superficial é seu ideal, quanto superficial é o homem.
Para as coletividades, como para o indivíduo, é a concepção do mundo e da vida que determina os deveres, fixa o caminho a seguir e as resoluções a adotar.
*   *   *
Há certa dormência no homem materialista. Ele dorme para os valores reais da alma, da vida maior.
Vê-se espertoantenadoligado em tudo o que há de mais novo no mundo, mas não percebe que está dormindo ainda.
Em algum momento, terá de despertar...
Alguns despertam com reveses repentinos. Outros acordam com o sofrimento de uma doença ou a morte violenta entre os seus.
Mas há aqueles que desvelam o novo mundo através do amor e do estudo.
Quando o intelecto é guiado pelo amor, pelo bem, pela boa vontade, conseguimos despertar para a nova vida, a vida verdadeira, sem a necessidade de passar por nada traumático.
Que nossa vida seja repleta de porquês. Que não aceitemos as coisas pelo fato de sempre terem sido desse ou daquele jeito.
Que a razão nos guie e que essa razão possa estar cada vez mais apurada.
Mas que nos guie também o coração, pois é dentro dele que encontraremos as respostas que só o amor saberá dar.
fé raciocinada deve ser nossa meta. O amor inteligente, nosso guia sempre.

Redação do Momento Espírita, com base
na 
Introdução, item I, do livro O porquê da vida,
de Léon Denis, ed. FEB.
Em 28.9.2013.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Confie sempre em Deus

Confie sempre em Deus, pois ele é a rocha firme na qual você pode se apoiar. Faça do Senhor o seu apoio em todos os momentos da vida.

Nos momentos mais difíceis, Jesus segura sua mão e o conduz pelo caminho certo.

Sozinhos, não vamos muito longe, porque fraque­jamos, mas, apoiados na graça e na misericórdia de Deus, somos capazes de caminhar a passos largos, com coragem e cheios de entusiasmo, até alcançarmos a meta desejada.

Procure colocar sua esperança e confiança em Deus, e não nas pessoas. "E esta é a confiança que te­mos em Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve" (Jo 5,14).

O ser humano pode nos decepcionar; Deus, ao contrário, nos conhece e nos ama profundamente e sabe o que é melhor para nós.

Lembre-se: mesmo que as montanhas mudem de lugar, o amor de Deus por você não muda jamais! Deus é um Pai misericordioso e  não nos julga pelas faltas e pecados.

Para Deus, somos preciosos e ele quer a nossa felicidade.

Rosemary de Ross
Crendo em deus


Há um pensamento popular que diz que pouco importa se você não acredita em Deus. O importante é que Deus sempre acredita em você.
E há uma grande verdade nisso. Se hoje alguém afirma que não acredita em Deus, será um processo momentâneo.
Logo mais, nessa ou em próxima existência, do lado de cá ou do lado de lá da vida, perceberá o equívoco e, mais maduro, irá entender que Deus existe.
Afinal, alegam esses, nunca a ciência provou a existência de Deus. Para crer nEle, afirmam os materialistas, é necessário ter fé.
Porém, esquecem eles de refletir que tampouco a ciência conseguiu provar que Deus não existe.
Logo, para crer na não existência de Deus, para ser materialista, também é necessário ter fé.
Assim, entre as duas questões de fé, reflitamos com a razão.
Podemos não conseguir provar a existência ou ainda compreender a essência de Deus, mas conseguimos ver as obras de Sua Criação, os reflexos de Sua atuação.
Como explicar que o acaso seja capaz de fazer com que a matéria, poeira esparsa no Universo, aglomere-se e gere planetas, vida, inteligência?
Como explicar a infinitude dos astros no Universo, bailando no oceano cósmico: planetas, galáxias, nebulosas, como um relógio preciso e harmonioso?
Como explicar que uma única célula, aliando-se a outra, dê origem a um organismo de alta complexidade, formado por trilhões de células, com as mais variadas especializações?
E ainda, como explicar que esse mesmo organismo seja capaz de criar, imaginar, se emocionar e amar, somente como fruto do acaso da natureza?
Como falar das mágicas da natureza, como o instinto dos animais, que faz espécies já adultas buscarem as mesmas nascentes, praias, regiões, onde nasceram, para também se acasalarem, perpetuando a espécie?
Acaso as letras do alfabeto, jogadas a esmo, poderão, sem a intervenção do intelecto e da criatividade de um poeta, se transformarem em versos de delicada beleza?
Basta olhar as obras da Criação para entender a grandiosidade de Deus.
Com esse entendimento, o rei hebreu Davi escreveu em um de seus salmos: Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos.
Embora nossa capacidade intelectual e emocional tenha dificuldades para compreender que é Deus, podemos afirmar ser Ele a inteligência suprema, a causa primeira de todas as coisas do Universo.
Ou, conforme sintetiza João, o Evangelista, Deus é amor. E basta.
A partir disso, cabe a cada um de nós, filho de Deus, viver conforme Sua proposta.
Cabe a cada um de nós exercitar e fomentar o amor em nossa intimidade.
Será através do amor vivenciado e cultivado em nós que passaremos a compreender e entender a Deus.
O entendimento de Deus virá quando nosso coração se encher dEle, amando-O acima de todas as coisas e amando ao próximo como a nós mesmos, tal como nos recomenda Jesus.
Quando alcançarmos esse patamar, nossa alma estará plena de esplendor, tendo absorvido os luminosos raios do seu Pai e Criador.

Redação do Momento Espírita.
Em 26.9.2013.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CONFORTO


“Se alguém me serve, siga me.”
Jesus (JOÃO, 12: 26)

Freqüentemente, as organizações religiosas e mormente as espiritistas, na atualidade, estão repletas de pessoas ansiosas por um conforto.

De fato, a elevada Doutrina dos Espíritos é a divina expressão do Consolador Prometido. Em suas atividades resplendem caminhos novos para o pensamento humano, cheios de profundas consolações para os dias mais duros.

No entanto, é imprescindível ponderar que não será justo querer alguém confortar se, sem se dar ao trabalho necessário...

Muitos pedem amparo aos mensageiros do plano invisível; mas como recebê-lo, se chegaram ao cúmulo de abandonar se ao sabor da ventania impetuosa que sopra, de rijo, nos resvaladouros dos caminhos?

Conforto espiritual não é como o pão do mundo, que passa, mecanicamente, de mão em mão, para saciar a fome do corpo, mas, sim, como o Sol, que é o mesmo para todos, penetrando, porém, somente nos lugares onde não se haja feito um reduto fechado para as sombras.

Os discípulos de Jesus podem referir se às suas necessidades de conforto.

Isso é natural. Todavia, antes disso, necessitam saber se estão servindo ao Mestre e seguindo-o.

O Cristo nunca faltou às suas promessas. Seu reino divino se ergue sobre consolações imortais; mas, para atingi-lo, faz se necessário seguir lhe os passos e ninguém ignora qual foi o caminho de Jesus, nas pedras deste mundo.

Mensagem do livro Caminho, Verdade e Vida, pelo espírito de Emmanuel, com psicografia de Chico Xavier.
Alegria é uma viagem e não um destino

Aproveite todos os momentos que você tem, e aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo... 

E lembre-se que o tempo não espera ninguém. 

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; 
ou até que você volte para a faculdade; 

até que você perca 5 quilos; 
até que você ganhe 5 quilos;

até que você tenha tido filhos; 
até que seus filhos tenham saído de casa; 

até que você se case; até que você se divorcie; 

até sexta à noite; até segunda de manhã; 

até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; 
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; 

Até o próximo verão, primavera, outono, inverno; 

até que você esteja aposentado; 

até que a sua música toque; 

até que você tenha terminado seu drink; 

até que você esteja sóbrio de novo; 

até que você morra, e decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO... 

A alegria é uma viagem, não um destino. 

Curta o seu dia que estará cheio de coisas boas!
Não julgueis

O Evangelista Mateus anotou, das palavras de Jesus, a grave advertência: Não julgueis, a fim de não serdes julgados; porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros.

Ocorre que, em nossas vidas, de modo geral, julgamos em demasia. Alguns de nós chegamos a expressar que nos basta um olhar para saber das qualidades ou dos defeitos das pessoas.
Em verdade, damos uma olhada superficial e permitimos que o preconceito oriente a nossa apreciação.
Recordamos que Victor Frankl, psiquiatra austríaco, que ficou prisioneiro em quatro campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu:
O chefe do campo, no qual estive por último e do qual fui libertado, era um homem da SS. Depois da libertação do campo, descobriu-se algo que até então apenas o médico do campo (também ele prisioneiro) sabia:
O chefe do campo cedia, do próprio bolso, quantias significativas de dinheiro para comprar remédios, destinados aos prisioneiros, na farmácia de um mercado próximo.
A história teve uma continuação: depois da libertação, os prisioneiros judeus esconderam o homem da SS das tropas americanas e explicaram ao comandante que iriam entregá-lo única e exclusivamente com a condição de não lhe tocarem num único fio de cabelo.
O comandante americano deu sua palavra de honra de oficial e os prisioneiros judeus apresentaram o antigo chefe do campo.
O comandante americano voltou a nomear o homem da SS como chefe do campo – e o homem da SS organizou coleta de alimentos e de roupas para nós, entre a população dos vilarejos vizinhos.
Este é um dos tantos exemplos em que, uma apreciação superficial nos diria que aquele homem, das tropas SS, um nazista, somente poderia ser mau, muito mau.
Contudo, estivesse ali por imposição ou por necessidade imperiosa, o que era certo é que era um homem que, onde se encontrava, fazia o seu melhor.
Discordava do tratamento dado aos prisioneiros e, às ocultas, buscava suavizar o sofrimento dos doentes daquele campo de concentração.
Deu mostras, na sequência, da sua vontade de auxiliar e de como se importava com o seu semelhante, fosse ele quem fosse.
O psiquiatra austríaco ainda conta que, depois da guerra, teve muitos aborrecimentos por defender alguns hitleristas.
Ele teve a coragem de levantar a voz contra um julgamento generalizado. E dizia: Eu sou o prisioneiro número cento e dezenove mil, cento e quatro e isso me permite fazer isso. Tenho de fazer.
As pessoas acreditam em mim, e isso é um dever.
*   *   *
O gesto do psiquiatra de Viena condiz perfeitamente com a advertência de Jesus: Não julgueis.
Pensemos nisso e, antes de estabelecer juízo de valor de quem quer que seja, nos permitamos o conhecimento prévio, a análise precisa.
Lembremos de que a História registra as barbáries cometidas por indivíduos, por nações, pelo simples fato de julgarem a priori o seu semelhante.
Não repitamos esse triste quadro em nossas vidas. Sejamos dos que busquem saber um tanto mais antes de julgar pessoas, instituições, doutrinas e pensamentos que surjam no mundo.
Tenhamos em mente a advertência de quem é o sábio dos sábios: Não julgueis...

Redação do Momento Espírita, com base no cap.Sobre a culpa coletiva, do livro O que não está escrito no
meus livros, de Viktor E. Frankl, ed. É realizações.
Em 25.9.2013.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Os sapatos dos outros - sobre a empatia

Os países de língua inglesa usam um termo muito interessante para explicar a empatia: colocar seus pés nos sapatos dos outros.
Trata-se de um exercício difícil, num primeiro momento, mas, que depois de aprendido, torna-se grande aliado para melhorar as nossas relações com o próximo.
Essa técnica envolve a capacidade de suspender provisoriamente a insistência no próprio ponto de vista, e encarar a situação a partir da perspectiva do outro.
Significa imaginar qual seria a situação caso se estivesse no seu lugar, como se lidaria com o fato.
Isso ajuda a desenvolver uma conscientização dos sentimentos do outro e um respeito por eles, o que é um importante fator para a redução de conflitos e problemas nas relações.
Só vestindo o calçado do outro saberemos se ele é apertado ou não, se machuca aqui ou ali, e assim poderemos compreender e tomar atitudes mais eficazes para consolar e ajudar.
Quem tem a habilidade da empatia consegue desenvolver a compaixão e estender as mãos para auxiliar.
Para que alguém esteja apto a, verdadeiramente, consolar alguém, é indispensável ter a percepção ou mesmo a compreensão do que está sofrendo aquele que busca ou aguarda consolação.
Quem tem o comportamento empático compreende melhor, e julga menos, ou julga com menos severidade.
Quem usa a empatia entende as razões do outro e consegue suavizar o ódio, o rancor, o ressentimento, preparando-se melhor para o perdão.
A empatia ou a falta dela pode determinar se um lar viverá em constante guerra ou harmonia.
Os pais precisam da empatia na educação dos filhos, colocando-se em seu lugar constantemente – evitando as broncas desnecessárias, os comportamentos distanciadores e a falta de contato com as emoções das crianças.
Os filhos devem usar de empatia com os pais, percebendo e entendendo suas preocupações, suas dúvidas, suas inseguranças, e sua vontade de sempre acertar e de fazer o melhor para seus rebentos.
A esposa precisa colocar-se no lugar do marido, o marido no lugar da esposa. Ambos precisam conhecer o mundo do outro, suas angústias, suas dificuldades e o que lhe dá alegria.
Puxa... Que dia terrível você teve hoje! Vou tentar ajudá-lo fazendo uma comidinha bem gostosa para nós dois. Assim esquecemos um pouco dos problemas.
Eis o exemplo de um gesto simples, mas precioso, de empatia.
Ainda outro:
Que trabalheira você tem em casa, meu amor... Acho que você precisa sair um pouco para espairecer, não é? Vamos sair só nós dois para jantar?
A criatividade voltada para o bem nos dará tantas e tantas ideias de como realizar esse processo empático, indispensável para a sobrevivência dos lares.
Se desejamos harmonia e melhoria nas relações, temos que passar pela empatia, indubitavelmente.
*  *  *
Experimentemos usar o sapato do outro. Experimentemos o mundo a partir do ponto de vista do outro. Saiamos do egocentrismo destruidor ainda hoje.
Empatia... Sempre.

Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 18, do
livro 
A carta magna da paz, pelo Espírito
Camilo, psicografia de José Raul Teixeira, ed. Fráter.
Em 24.9.2013.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Talvez hoje...

Surgirá quem procure ditar-lhe o que você precisa fazer, entretanto, embora agradecendo as elogiáveis intenções de quem lhe oferece pontos de vista, ouça, antes de tudo, a sua própria consciência quanto ao dever que lhe cabe; 

é possível apareça algum coração amigo impondo-lhe quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo; compadecendo-se, porém, da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, você observará a renovação para o bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte;

é provável que essa ou aquela pessoa queira impor a você idéias de fadiga e doenças; mas conquanto a sua gratidão aos que lhe desejem bem estar, você prosseguirá trabalhando e servindo ao alcance de suas forças;
possivelmente, notícias menos agradáveis ve-nham a suscitar-lhe inquietações e traçar-lhe problemas; no entanto, você conservará a própria paz e não se desligará das suas orações e pensamentos de otimismo e esperança.

Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.
Quando o sofrimento nos fere

Existem pessoas que, quando violentadas pelo sofrimento, se tornam revoltadas, agredindo aos que vivem ao seu redor, como a se desforrar da dor que as esmaga.

Outras existem que se tornam amargas, alheias ao entorno, não se importando com nada mais senão sua própria dor. Para essas o mundo é cinza, sombrio, nada apresentando de bom.

A vida perdeu o brilho e vivem a rememorar os padecimentos suportados, chegando, por vezes, a se tornarem pessoas de difícil convivência, pela constância das lamentações.

Mas, outras têm o condão de transformar as experiências dolorosas em ações altruístas e humanitárias.

Recordamos da atriz belga Audrey Hepburn. Filha de um banqueiro britânico irlandês e de uma baronesa holandesa, descendente de reis ingleses e franceses, tinha nobreza no sangue.

Foi a terceira maior lenda feminina do cinema, a quinta artista e a terceira mulher a ganhar as quatro principais premiações do entretenimento norteamericano, o EGOT, ou seja, o prêmio Emmy, o Grammy, o Oscar e o Tony.

Quando tinha apenas nove anos, seus pais se divorciaram. Para mantê-la afastada das brigas familiares, sua mãe a enviou para um internato na Inglaterra.

Audrey se apaixonou pela dança e estudou balé. Contudo, com o estourar da Segunda Guerra Mundial, tendo a Inglaterra declarado guerra à Alemanha, tudo se modificaria na sua vida.

Sua mãe, temendo bombardeios na Inglaterra, levou Audrey, sob protestos, para a Holanda. No entanto, com a invasão nazista, a vida da família foi tomada por uma série de provações.

Para sobreviver, muitas vezes, Audrey precisou se alimentar com folhas de tulipa.

Se ela sofria, e outras tantas pessoas sofriam, ela precisava fazer algo. Envolveu-se com a Resistência e viu muitos dos seus parentes serem mortos em sua frente.

Para angariar fundos, ela participou de espetáculos clandestinos, aproveitando para levar mensagens em suas sapatilhas.

Com o final da guerra, a organização que daria origem, posteriormente, à UNICEF, chegou com comida e suprimentos, salvando a vida de Audrey.

Ela jamais esqueceu isso e, em 1987, deu início ao mais importante trabalho de sua vida: o de embaixatriz da UNICEF.  Essa tarefa foi extremamente facilitada, graças ao domínio de cinco idiomas: francês, italiano, inglês, neerlandês e espanhol.

Ela passou seus últimos anos em incansáveis missões pela UNICEF, visitando países, dando palestras e promovendo concertos em benefício de causas humanitárias.

Dizia ter uma dívida para com a UNICEF, por ter tido salva a sua vida. E, dessa forma, tentava resgatá-la.
*   *   *


Sim, as dores podem ser as mesmas. A maneira pela qual cada um as recebe difere e isso confere felicidade ou infelicidade.

Alguns se engrandecem na dor, outros se apequenam e se infelicitam.

A decisão é pessoal. Aprendamos com os bons e salutares exemplos.
Ninguém vive sem sofrer. Façamos das nossas agruras motivos de engrandecimento próprio.
Redação do Momento Espírita, com base
em dados biográficos de Audrey Hepburn.
Em  23.9.2013.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Oração contra a irritação e nervosismo

Senhor Jesus! Vós suportastes, com calma e serenidade, ameaças, insultos e perseguições. Até nas torturas do martírio conservastes uma tranqüilidade imperturbável.

Caridoso Jesus. Vede a que estado nervoso me reduziram o cansaço, o esgotamento, a ansiedade e a depressão.

A insônia me priva do descanso da noite. Qualquer contrariedade me irrita e me enerva. Palavras ríspidas e descaridosas me escapam da boca, contra a minha vontade. Por vezes os meus pensamentos se descontrolam e me torno incapaz de coordenar as minhas idéias. Até as minhas mãos se tornam trêmulas.

O desânimo, o amargor invadem todo o meu ser. A minha força de vontade enfraquecida não me ajuda mais. Toda esta situação me deixa prostrado, desanimado, aflito e incapaz de reagir diante das dificuldades e dos problemas que surgem na minha família, no meu trabalho e no convívio com as pessoas.

Querido Jesus! A vós recorro porque em vós eu vejo uma esperança para a minha saúde, uma luz para a minha vida. Sinto que a vossa proteção me reanima na minha fraqueza. De vós espero alívio na minha aflição, calma nos momentos de irritação, equilíbrio na perturbação, força de vontade para superar tudo o que é negativo. A vossa bênção me dará um pensamento positivo, paz, segurança, tranqüilidade.

Ó glorioso Jesus! Que vossa proteção faça reviver a minha esperança num Poder Superior. Que a vossa intercessão aumente a minha fé em Deus, Pai de amor; que fortaleça a minha confiança em vós, Deus Filho e Salvador; que reanime a minha segurança em Deus, Espírito Santo Consolador.

Amado Jesus, eu vos peço fortaleza no desânimo, luz na dúvida, clareza na confusão e calma nas contrariedades.

Que assim seja!
Morte feliz

Na capa de um periódico de grande circulação, encontramos a seguinte indagação: Nós temos o direito de escolher como e quando nossa vida vai acabar?

A questão anunciava uma reportagem sobre a eutanásia, a morte feliz, ou morte assistida.

Os argumentos foram muitos, abordando desde o extremo sofrimento do paciente, passando pelos casos em que não se tem mais o que fazer para salvar uma vida, chegando às discussões sobre o elevado custo de se manter um familiar sob o sustento de aparelhos.

A posição da Doutrina Espírita é clara: nós não temos esse direito.

A vida na Terra, esse período que cada um de nós passa aqui, exige análise mais profunda, que leve sempre em conta a existência do Espírito, esse ser imortal que vem se aperfeiçoando ao longo do tempo, mergulhado na lei perfeita da reencarnação.

O Espiritismo também nos mostra que o sofrimento, em todas suas nuances, sempre tem o objetivo de nos fazer melhores.

Assim, é importante entender que as dores das enfermidades, principalmente quando antecedem a morte, têm o objetivo de nos purificar, ou talvez, segundo cada caso, fazer-nos cumprir a lei de causa e efeito, resgatando ali, naqueles instantes finais, dívidas do passado distante ou recente.

A desencarnação é um processo delicado que, diversas vezes, se inicia muito antes da morte, e se finda algum tempo depois dela.

Desse modo, aqueles momentos em que o paciente passa inconsciente, ou em estado vegetativo, são de grande valia para o Espírito imortal.

Nossa visão limitada, por vezes, não consegue alcançar esses detalhes sutis, e é por essa razão que, nessas situações, pensamos somente nas dores físicas, nas limitações da ciência, e nas complicações financeiras.

É preciso abrir nossas mentes para compreender essas verdades, as realidades que estão além do que nossos sentidos podem provar, que estão além dos poucos anos que vivemos nesta vida.

Cada um de nós é um Espírito indestrutível, criado para a perfeição, que vem, ao longo de muitos séculos, passando por diversas experiências, tendo como objetivo maior o progresso intelectual e moral.

Em vista de tudo isso, seja qual for a razão pela qual se pretenda interromper uma vida humana, justificativa alguma será aceitável.

A existência física é uma imensa oportunidade que temos para crescer, e qualquer segundo a mais que pudermos ter aqui, deverá ser considerado como um tesouro de valor inestimável.
*   *   *
Amar e atender os pacientes com carinho, envolvendo-os em vibrações de paz, orando por eles, são atitudes corretas que a consciência cristã deve aplicar em quaisquer situações em que se encontrem, na condição de familiar ou facultativo, de amigo ou de companheiro, na enfermagem ou no serviço social.
Eutanásia, nunca!
Redação do Momento Espírita, com base em artigo da revistaSuperinteressante, de março de 2001; no cap. 26, do livro Reflexões
espíritas, pelo Espírito Vianna de Carvalho, psicografia de Divaldo
Pereira Franco, ed. LEAL e no cap. 
Solução infeliz, do livro Quem tem

medo da morte?, de Richard Simonetti, ed. CAC.
Em 21.9.2013.