terça-feira, 30 de abril de 2013


Responsabilidade dos Espíritas
Juvanir Borges de Souza

O Cristianismo autêntico baseia-se no Amor a Deus e ao próximo, como ensinou o Cristo.

Na doutrina cristã, a Fé identifica-se com a Verdade, de tal forma que a fuga à realidade torna-se incompatível com a Fé verdadeira.

Se uma doutrina que se diz cristã divorcia-se das realidades dos fatos e da razão, a fé que ela inspira compromete-se e enfraquece-se naturalmente.

A Doutrina Espírita não foge à s bases ensinadas pelo Cristo de Deus, desdobrando-as e interpretando-as com as revelações do Espírito de Verdade e da plêiade de Espíritos que se propuseram trazer à Humanidade os conhecimentos novos a que ela faz jus.
O progresso da Humanidade não pode resumir-se no conhecimento científico e na variada aplicação tecnológica dele derivada.

A verdadeira evolução humana fundamenta-se no conhecimento, sim, conjugado à s leis de amor, de justiça e de caridade, que resumem todas as leis morais.

Grande força do Espiritismo está na sua abrangência e na resposta que dá às interrogações do homem, em todos os tempos: de onde vem; para onde vai; o que significa a vida atual.

A certeza da vida futura é demonstrada experimentalmente.

A filosofia espírita é baseada em fatos. Ela demonstra e aceita verdades já conhecidas no passado, aclarando-as com os novos conhecimentos revelados. É o que ocorre com a doutrina da reencarnação, ou das vidas sucessivas, hoje percebida em sua lógica a serviço da justiça divina.

As interpretações literais de muitos escritos antigos e as ideias pessoais de fundadores de religiões tradicionais influenciaram poderosamente na concepção de doutrinas e informações inteiramente divorciadas da realidade.

É o caso das concepções de céu, de inferno, das penas eternas, do Deus trino da Santíssima Trindade e de tantos dogmas impróprios que fazem parte das religiões.

O Espiritismo, como o Consolador, procura repor a realidade, retificar os desvios, identificar a verdade, evitar as ilusões.

Por isso mesmo, sua aceitação e sua prática no mundo áspero e rebelde dos homens não será nem fácil, nem rápida. Pelo contrário, há necessidade de tempo, de paciência, de compreensão, de parte de sucessivas gerações, para que a ideia espírita seja implantada por toda parte, independentemente das barreiras religiosas, raciais, linguísticas, institucionais.

O progresso, no sentido do bem e do aperfeiçoamento, aplica-se a todos os indivíduos, povos e civilizações. Não há dúvida de que o futuro reserva melhores condições de vida para todos os habitantes da Terra.

FORMATAÇÃO E PESQUISA: MILTER-28-04-2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A RECEITA INFALÍVEL

Sempre que o assunto é proteção espiritual normalmente costumamos abordá-lo sob uma visão muito estreita, mas também temos o hábito de considerar que a tão almejada proteção espiritual é conquistada em algum lugar externo, com a ajuda de uma solução mágica ou com uma receita infalível.

Realmente existe uma receita para a conquista da verdadeira proteção espiritual, que não é um amuleto, tampouco um patuá ou um ritual específico. Não estou dizendo que alguns elementos externos não sejam acessórios importantes na busca de um estado seguro de equilíbrio espiritual, entretanto o principal elemento que determina a genuína proteção espiritual é viver a verdade a cada ato.

Só consegue atingir um estado de proteção espiritual aquele que vive a verdade da sua alma, em cada atitude e situação da vida.

A AURA HUMANA

O ser humano é composto por diversos corpos, em diversas faixas de frequência, para facilitar vamos resumir em dois tipos: o corpo físico e o energético.

Tudo o que acontece no corpo físico reflete-se na estrutura do corpo energético, bem como tudo o que ocorre no corpo energético, reflete-se no corpo físico. A aura humana é exatamente o nosso corpo energético.

Assim como o planeta mantém um campo de energia que bloqueia a passagem de asteroides e cometas na atmosfera terrestre, a aura humana serve como um escudo protetor que bloqueia o acesso de forças negativas externas.

A aura, psicossoma, perianto, corpo de luz, são nomes variados para representar o nosso sistema energético ou corpo sutil. Mas o que alimenta e constitui esse campo energético? Qual energia é responsável por mantê-lo abastecido?

A força da vida.

Energia vital, prana, espírito santo, chi, ki ou manas, todos estes nomes referem-se à mesma energia. É a energia vital universal que abastece nosso campo energético.

A INFLUÊNCIA DOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS

Genericamente, recebemos a todo instante um fluxo contínuo de energia vital, o qual abastece os nossos corpos energéticos e consequentemente vitaliza as funções do corpo físico.

O corpo físico não é alimentado apenas pela energia vital, pois também depende do repouso (sono), da alimentação e da respiração. Mas o corpo energético é alimentado pela energia vital que nos abastece diariamente. Ocorre que os nossos pensamentos e emoções têm a capacidade de influenciar a qualidade da energia vital a qual recebemos diariamente, logo, têm o poder de manter ou piorar o padrão da energia recebida.

Pensamentos e emoções negativas frequentes desarmonizam o fluxo energético que constitui o campo de força que protege o espírito humano de invasões sutis de diversos aspectos.

A PROTEÇÃO COMEÇA NA CONSCIÊNCIA

“Orai e Vigiai” a qualidade das emoções e dos pensamentos é o melhor caminho. Você pode utilizar salmos, orações específicas, simpatias e rituais de proteção, entretanto, a força que alimenta a sua proteção espiritual é basicamente consciencial.

Ninguém que esteja com um vazio consciencial enorme dentro do peito conseguirá uma proteção espiritual real e duradoura utilizando-se apenas de elementos externos.

OS DIFERENTES ATAQUES

Podemos sofrer invasões energéticas nocivas de diversos aspectos, mas para facilitar o entendimento, vamos resumir em apenas dois tipos:

- Espiritual: entidades espirituais desencarnadas agem interferindo na harmonia energética de uma ou mais pessoas.

- Mental/Emocional: a energia de pensamentos e emoções negativas age de forma nociva na aura de uma ou mais pessoas.

SEMPRE HÁ TROCAS

Quando dois corpos se unem, depois deste encontro, jamais serão os mesmos, energeticamente falando. O tempo todo trocamos energias sutis com os ambientes e pessoas as quais temos contato, e nem sempre doamos fluidos de boa qualidade, bem como podemos receber fluídos nocivos. O segredo não é apenas saber bloquear a captação de energias sutis, mas saber transmutá-las quando absorvidas.

E como limpar-se de energias nocivas? Como proteger-se?

A humanidade no século XXI está sendo banhada por uma chuva de informações a cerca da evolução da alma, das curas naturais e da espiritualidade, jamais antes imaginada. Aproveitando este momento primoroso, devemos incorporar em nossos hábitos diários atitudes voltadas não somente para o bem estar do corpo físico, mas para o corpo energético. E o que pode ser feito para purificar e alimentar o corpo energético?

REZAR: Reze todos os dias! Chame esta prática de prece, oração ou meditação, o nome não importa. O que realmente interessa é que você reserve dez minutos, três vezes ao dia, para se sintonizar com a Força Maior ou Deus. Mas é bom que você saiba que a prece mecânica, a qual não é feita com a força da gratidão, não funciona.

AMAR, PERDOAR E ACEITAR: Colocar amor em todos os atos conscientemente desenvolve a aceitação e o perdão nas situações conflitantes da vida. Esses momentos, quando não contornados com a força do amor, podem produzir grandes perdas de força no campo de energia humano, e assim facilitar os ataques.

ESTUDAR SEMPRE, SEMPRE MESMO: Jamais deixar de aprender sobre o grande mistério da vida, sobre a relação entre Deus e o homem, sobre a cura da alma e a elevação da consciência como um todo.

BUSCAR A SUA VERDADE: Focar na sua missão espiritual desta existência física. Viva a sua vida física como achar que deve viver, todavia, jamais se distraia do fato de que toda alma encarnada neste mundo tem um propósito e que a forma mais plena de existir é encontrar e realizar este propósito.

PRÁTICAS SAUDÁVEIS: Receber passes nos centros espíritas, fazer yoga, reiki, exercícios físicos, práticas bionergéticas, meditações e rir bastante, sempre contribui muito na conquista da proteção espiritual.

DESMISTIFIQUE:

-AMULETOS: São artefatos, normalmente produzidos pela combinação de elementos naturais (cristais, ervas, metais, etc.) carregados com a força de uma intenção maior, que os torna capazes de fortalecer a aura de quem os utiliza.

-CORPO FECHADO: É apenas um termo utilizado de forma coloquial para remeter a um indivíduo que tem um campo energético mais forte. Tecnicamente falando, “fechar o corpo” seria muito nocivo porque implicaria em bloquear a passagem de qualquer tipo de energia, inclusive a força vital universal que nos abastece continuamente. Neste conceito técnico, ter o “corpo fechado” seria uma condição muito precária de viver.

-RESSONÂNCIA OU SINTONIA ESPIRITUAL: O que você pensa, sente e acredita está sempre ligado ao que você manifesta em sua constituição áurica, e, por conseguinte, determina a sua sintonia espiritual. Em se tratando de invasões espirituais, cada pessoa se sintoniza com os espíritos semelhantes em condições mentais, emocionais e morais. Mudando esses aspectos no indivíduo, a sua ressonância ou sintonia mudará na mesma proporção. Portanto é a reforma íntima a porta de entrada para uma condição de proteção espiritual.

Bruno J. Gimenes
Como saber se você está com um espírito obsessor?



Antes de desenvolver melhor o tema vamos definir alguns conceitos que serão utilizados para explicação do conteúdo:

OBSESSOR:

Algo ou alguém que exerce influência sobre outra parte, alterando, diminuindo, drenando ou desorganizando a sua vibração.

OBSESSOR ESPIRITUAL:

É uma entidade desencarnada, portanto extrafísica, a qual aos olhos destreinados torna-se invisível. Trata-se de um espírito em estágio menos avançado de aprimoramento moral, e por sua condição, permanece em sintonia com seres de mesma frequência vibratória, em condição de simbiose.

Existem muitas evidencias que podem indicar que você está sofrendo uma obsessão espiritual, as quais vou procurar apresentar nas próximas linhas, contudo, é importante que você entenda que a causa principal da obsessão é o seu próprio conjunto de comportamentos, pensamentos e sentimentos. Mesmo porque, a sintonia só acontece se você estabelece a mesma frequência na qual vibra o obsessor.

A culpa nunca é do obsessor!

A culpa nunca é do obsessor!

A culpa nunca é do obsessor!

Não estou louco não. Eu escrevi três vezes propositalmente para que você possa refletir sobre a importância dessa afirmação.

Todo processo de obsessão acontece por compatibilidade, portanto o que determina a simbiose entre uma pessoa e seu obsessor é uma ligação por ressonância que respeita essas leis naturais.

Se você chegar a conclusão de que está com um obsessor espiritual, não saia correndo gritando de medo, com desespero e pânico, simplesmente pelo fato de que o obsessor que uma pessoa atrai, é a consequência de suas falhas no equilíbrio emocional, mental e na capacidade de sentir amor.

Uma vez que você perceber alguma intromissão na sua energia pessoal, a melhor forma de reverter o quadro é mudando o seu conjunto de pensamentos, sentimentos e emoções, que em outras palavras quer dizer, aumentando a sua elevação moral e o seu estado de amor.

ALGUNS SINAIS QUE PODEM INDICAR A PRESENÇA DE OBSESSÃO ESPIRITUAL:

-Falta de paciência: sentimento repentino e intenso de irritação e intolerância. Você explode fácil e não consegue se controlar;

-Irritação: você sente irritação com mais frequência, aparentemente tudo começa lhe aborrecer;

-Fragilidade emocional: qualquer coisa é motivo para que emoções fortes surjam, como choro, angustia e tristeza, mesmo com motivos sem importância;

-Dores: surgem dores nas costas e na região do estômago sem associação a nenhum problema físico ou acontecimento relacionado. Também existe a sensação de pressão na cabeça e peso nos ombros. Muitas pessoas podem sentir essas sensações por motivos diversos os quais não tem qualquer relação com a obsessão espiritual, portanto tenha cuidado ao fazer a análise. Mas em caso de haver uma associação desses sintomas com os sintomas acima citados, então as chances são muito mais reais de haver a obsessão espiritual;

-Pensamentos impróprios: sem que você queira, surgem pensamento impróprios sobre as coisas ou situações. São pensamentos que brotam no seu interior os quais não são positivos e de alguma maneira causam medo, desconforto, agressividade, paranóia ou sentimentos parecidos;

-Bocejo em excesso e cansaço físico contínuo: o bocejo é um indicador de ajuste do seu campo energético ou aura. Para que ele se organize e se harmonize em diversas situações da vida, o bocejo aparece como forma de contração e descontração da aura, promovendo assim um efeito descarga. Mas se o bocejo é muito presente e constante, pode indicar que a pessoa está precisando se limpar e não está conseguindo. O bocejo é normal, mas o excesso deve ser observado. Já o cansaço físico permanente pode apontar problemas de ordem física e também deficiências na alimentação. Contudo, se surgirem os estados de cansaço além do que consideramos normal na vida diária, além disso, se estiverem associados aos estados citados anteriormente, pode ser um forte sinal de obsessão espiritual.

O QUE FAZER?

Se você achar que se enquadra dentro de uma ou mais características apontadas como de alguém que está sob obsessão espiritual, recomendo que você dê atenção aos seguintes itens:

- Comece agora a expressar gratidão por tudo e por todos

Pela sua vida, pela sua moradia, por seus amigos, por seu alimento, pela vida que pulsa em suas veias. Abandone a reclamação e a crítica pelas pequenas coisas. Saiba que a insatisfação é a porta aberta para a cólera da alma;

-Honre seu pai e sua mãe

Não importa quem eles são, onde ele estejam e se eles de alguma maneira lhe fizeram algum mal, você precisa honrar a existência deles, entendendo que você estará em sintonia com as suas energias por toda uma existência. Se você não souber simplesmente honrar a energia dos seres que lhe trouxeram a esta experiência física, jamais você terá harmonia e sua vida presente. Lembre-se de honrar todas as pessoas que estão ante dês de você nos lugares que você ocupa ou frequenta. Honre o colega de trabalho mais velho, a irmão mais velha, o vizinho mais antigo. Saber honrar o que vem antes é essencial para a sua alegria e plenitude;

-Não julgue

Este é um hábito comum, julgar e rotular as pessoas. Entenda que os erros que as pessoas cometem ao nosso redor hoje foram os mesmos que comentemos ontem ou que cometeremos no futuro. Procure superar-se sempre, mas aceite que ainda temos muito que aprender, e que todos nós estamos em níveis parecidos, portanto erramos em aspectos parecidos. Desta forma, apontar o erro alheio é o mesmo que apontar o seu erro;

-Perdão e tolerância

Você pode até ficar zangado, pois esse é um sentimento humano, mas deve aprender a superar essas crises com máximo de agilidade possível;

-Oração

Aprenda a rezar com entrega e devoção. Quando você reza de coração aberto e humilde, você se sintoniza com as forças mais elevadas do universo;

-Cumpra com a sua palavra e perdoe as falhas alheias

Sempre que você combinar algo com alguém, honre o compromisso, honre a palavra falada! Além disso, sempre que alguém errar com você, então você terá o direito de nunca mais querer fazer nada com esta pessoa, contudo você precisa perdoá-la por suas falhas.

Bruno J. Gimenes

domingo, 28 de abril de 2013

PACIÊNCIA...

A verdadeira paciência é sempre uma exteriorização da alma que realizou muito amor em si mesma, para dá-lo a outrem, na Exemplificação.

Esse amor é a expressão fraternal que considera todas as criaturas como irmãs, em quaisquer circunstâncias, sem desdenhar a energia para esclarecer a incompreensão, quando isso se torne indispensável.

É com a iluminação espiritual do nosso íntimo que adquirimos esses valores sagrados da tolerância esclarecida.

E, para que nos edifiquemos nessa claridade divina, faz-se mister educar a vontade, curando enfermidades psiquicas seculares que nos acompanham através das vidas sucessivas, quais sejam as de abandonarmos o esforço próprio, de adotarmos a indiferença e de nos queixarmos das forças exteriores, quando o mal reside em nos mesmos.


Para levarmos a efeito uma edificação tão sublime, necessitamos começar pela disciplina de nos mesmos e pela continência dos nossos impulsos, considerando a liberdade do mundo interior, de onde o homem deve dominar as correntes da sua vida.


O adágio popular considera que "o hábito faz a segunda natureza" e nos devemos aprender que a disciplina antecede a espontaneidade, dentro da qual pode a alma atingir, mais facilmente, o desiderato da sua redencao.


"O CONSOLADOR"-EMMANUEL-FRANCISCO CANDIDO XAVIER.

sexta-feira, 26 de abril de 2013


A LINDA HISTÓRIA DE `BONECA´

CACHORRA DE CHICO XAVIER

Chico Xavier tinha uma cachorra de nome Boneca, que sempre esperava por ele, fazendo grande festa ao 
avistá-lo.

Pulava em seu colo, lambia-lhe o rosto como se o beijasse.

O Chico então dizia: – Ah Boneca, estou com muitas pulgas!

Imediatamente ela começava a coçar o peito dele com o focinho.

Boneca morreu velha e doente. Chico sentiu muito a sua partida. Envolveu-a no mais belo xale que ganhará e enterrou-a no fundo do quintal, não sem antes derramar muitas lágrimas.

Um casal de amigos, que a tudo assistiu, na primeira visita de Chico a São Paulo, ofertou-lhe uma cachorrinha idêntica à sua saudosa Boneca.

A filhotinha, muito nova ainda, estava envolta num cobertor e os presentes a pegavam no colo, sem contudo desalinhá-la de sua manta.

A cachorrinha recebia afagos de cada um. A conversa corria quando Chico entrou na sala e alguém colocou em seus braços a pequena cachorra.

Ela, sentindo-se no colo de Chico, começou a se agitar e a lambê-lo.

- Ah Boneca, estou cheio de pulgas! disse Chico.

A filhotinha começou então a caçar-lhe as pulgas e parte dos presentes, que conheceram a Boneca, exclamaram: “Chico, a Boneca está aqui, é a Boneca, Chico!”

Emocionados, perguntamos como isso poderia acontecer. O Chico respondeu:

- Quando nós amamos o nosso animal e dedicamos a ele sentimentos sinceros, ao partir, os espíritos amigos o trazem de volta para que não sintamos sua falta.

É, Boneca está aqui, sim e ela está ensinando a esta filhota os hábitos que me eram agradáveis.

Nós seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar.

Por isso, quem maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar.
AMOR
Escrito por Joanna de Ângelis 



O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas.


Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustração.


Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. Une as pessoas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.


O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.


O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, e o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.


Há um período em que se expressa como compensação, na fase intermediária entre a insegurança e a plenificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa. O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos. Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos.


A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções -, a necessidade de ser amado caracterizam o estágio do amor infantil. Obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado.


A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.


Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, que se alteram as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, indestrutível. 


Nunca se impõe, porque é espontâneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de júbilos e de paz. Expande-se como um perfume que impregna, agradável, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...


O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece. O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anelos humanos.


O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à Humanidade e prossegue doando, na sua condição de Amante não amado.


Pelo Espírito: Joanna de Ângelis
Psicografia de: Divaldo Pereira Franco
DEUS...

Quando nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-Me, Eu Sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas.

Quando te julgares incompreendido pelos que te circundam e vires que em torno à indiferença recrudesce, acerca-te de Mim, Eu Sou a luz, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos.

Quando, se te extinguir o ânimo para arrastares as vicissitudes da vida, e te achares na iminência de desfalecer, chama-Me, eu dou a força capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo.

Quando inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já a cabeça, corre para jundo de Mim, Eu Sou o refúgio, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranquilidade para o teu espirito.

Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição e te julgares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-Me, Eu Sou a paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis.

Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por Mim; Eu sou o bálsamo que cicatriza as chagas e te minora os padecimentos.

Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inpirar-te confiança, vem a Mim, Eu Sou a sinceridade, que sabe corresponder à fraqueza de tuas atitudes e excelsitude de teus ideais.

Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por Mim, Eu Sou a alegria que te insulfla um alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior.

Quando, um a um, te fenesserem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela por Mim, Eu Sou a esperança que te robustece a fé e acalenta os sonhos.

Quando a impiedade se recusar a revelar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-Me, Eu Sou o perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito.

Quando duvidares de tudo, até de tuas convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a Mim, Eu Sou a crença que te inunda de luz o entendimento e te reabilita para a conquista da felicidade.

Quando já não provares a sublimidade de uma afeição sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de Mim, Eu Sou a renúncia, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreeensão do mundo.

Quando, enfim, quizeres saber quem Sou, pergunta ao riacho que murmura e ao passaro que canta, à flor que desabrocha, e à estrela que cintila, ao moço que espera, ao velho que recorda, Eu Sou a dinâmica da vida e a harmonia da natureza, chama-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito. Estende-Me pois a tua mão, ó alma filha de minha alma, que Eu te conduzirei, numa sequencia de extases e deslumbramento às serenas mansões do infinito, sob a luz brilhante da ETERNIDADE.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Sexo e Amor na visão espírita - Magali Bischoff

No Capítulo “Mundo de expiações e provas” do Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos a citação de Santo Agostinho: “A Terra nos oferece pois, um dos tipos de mundos expiatórios em que as variedades são infinitas, mas têm por caráter comum servirem de lugar de exílio para os Espíritos rebeldes à lei de Deus.” 

Alguns podem pensar: “Como exilar os espíritos rebeldes à Lei Divina na Terra, se eles aparentemente não conhecem essa Lei e não a praticam? ” 

Sabemos que a Lei Divina está gravada em nossa consciência (Livro dos Espíritos questão 621)e que somos todos iguais perante o Criador –Deus.Todos os Espíritos carregam a perfectibilidade e alcançarão no futuro a sua herança divina que é a perfeição e a felicidade já definidas pela Lei do progresso. Mas o caminho percorrido pelo espírito rumo à Perfeição, está diretamente ligado ao uso do seu livre-arbítrio. 

A diversidade de condição dos espíritos que formam a humanidade planetária é imensa. Observando melhor o tempo que levamos para progredir, nas diversas Civilizações que por aqui passaram,temos um longo caminho à percorrer para conquistarmos mudanças significativas nas questões espirituais.Só não estamos mais atrasados, porque de tempos em tempos a espiritualidade faz renascer na Terra, espíritos mais evoluídos para auxiliarem no nosso progresso. 

Essa energia sexual movimenta toda a Criação, mas ainda é utilizada de forma limitada nos mundos inferiores, onde prevalece o instinto de conservação e reprodução das espécies, associado a energia criadora e modeladora do espírito. Essa força criadora impulsiona a evolução dos seres vivos ena condição humana com o uso da razão,ele começa a compreender que assumir a responsabilidade perante seus atos faz parte do seu aprimoramento moral, fator essencial ao seu progresso espiritual. Quando ele atinge o ápice na percepção dessa energia criadora, passa a vivenciar a experiência plena do Amor. 

Na longa trajetória do espírito através das vidas sucessivas, descobre que as suas escolhas é que definem o tempo que levará para alcançar a evolução espiritual.Nesse ponto, a citação do Evangelho deixa claro que mesmo tendo a consciência dessas Leis, nos Mundos de provas e expiações, que é o caso do Planeta Terra, o caminho é mais longo, pois esse tipo de mundo recebe os espíritos que recusam aprimorar as Leis Divinas em sua própria consciência. 

O mundo material e os prazeres da carne, levam o espírito a passar por diversas experiências e na relação direta entre criaturas dediferentes estágios evolutivos,cometer erros e desrespeitar a Lei Divina é próprio do espírito em aprendizado. Mas a lição aprendida com cada atitude, permanece gravada na consciência de cada um, seja ela boa ou ruim. 

A estreita compreensão da Lei Divina mais a forte tendência ao egoísmo e ao orgulho da criatura nesse estágio,permitiram que acreditássemos que já nascemos sob a égide do pecado original.A visão de“culpa, a inferioridade e o pecado” estiveram presentes desde o princípio da Criação e foram implantadas pelos homens, através da religião dominante que se utilizava do“Poder de “Deus”, para justificar o próprio desejo de domínio sobre os grupos e povos. Foram poucos os pensadores que conseguiram questionar essa teoria implantada pela força e pelo medo. Mas no século dezenove a Doutrina Espírita retirou o véu da ignorância, despertando a consciência do espírito à Luz da razão. 

Os princípios da Doutrina Espírita contidos nas obras básicas de Allan Kardec, quando estudados e bem compreendidos, deixam bem claro O que é Deus, a natureza da Criação, a existência dos espíritos e das Leis Universais.A Doutrina revela que não existe o “pecado” e a “culpa” em relação a criação e a energia sexual e que não temos como definir com uma simples análise, em que pontos e encontra cada espírito no Planeta ou fora dele, no quesito: evolução do senso moral. 

O aprimoramento do senso moral e o equilíbrio da energia criadora em alguns espíritos já foram desenvolvidos em sua plenitude. Em outros ainda se encontram em desenvolvimento, mas a grande maioria ainda necessita reencarnar em longas experiências aqui na Terra para alcançá-la. Por isso não podemos identificar, nem mesmo julgar, condenar ou avaliara condição de cada espírito em relação ao uso da sexualidade, mesmo porque, a maioria dos seres que habitam um Planeta de provas e expiações é recém chegado de dolorosas experiências e repetentes nas lições relacionadas ao uso do sexo e da sua energia criativa ligada à sexualidade. 

Esse tema passa a ter um sentido de interesse coletivo, quando o limite entre o respeito à individualidade passa para o descaso, o preconceito e quando essas questões envolvem a dor e o sofrimento de criaturas que são subjulgadas à essa condição, escravizando suas almas.Nesse caso o papel da sociedade mais evoluída moralmente é interferir na educação e amparo desses irmãos através da educação da família, do desenvolvimento de valores humanos e da inclusão de todos na sociedade com seus direitos e deveres Constitucionais. 

Jesus, esteve na Terra para nos ensinar essa grande lição perante os considerados pecadores do Evangelho, como o caso da mulher adúltera: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado” - disse Jesus.Com essa lição Ele ensina através do seu EXEMPLO que não devemos julgar pela aparência ou com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. 

Como pensar em um mundo de Regeneração com tantas situações mal resolvidas para o espírito em evolução no Planeta? 

A Doutrina Espírita nos faz um convite, acolher nossa inferioridade e a de todos aqueles que sofrem suas dores íntimas ligadas a energia sexual, a afetividade e a busca da aceitação e do amor próprio. Que através do exercício constante do Bem, consigamos desenvolver em nós o sentimento de fraternidade, de solidariedade mas principalmente de ações que possam minimizar a dor alheia, repartindo o conhecimento que poderá libertá-las das algemas da ignorância, do desamor e do abandono quando se deixaram levar pela “dor evolução”, momento decisivo para as grandes mudanças no espírito em prova. 

Sabemos que é um processo muito doloroso para o espírito, quando ele decide trilhar um novo caminho e vencer a si mesmo,resgatando seus valores, sua dignidade, sua individualidade, descobrindo-se para a vida, para a felicidade e retornando “A Casa do Pai”, ou seja a vivência das Leis Divinas perante a própria consciência. 

Um grande exemplo para todos que sofrem com as dores da alma na questão sexual é Maria Madalena. A sua redenção representa a Misericórdia Divina e a potencialidade do trabalhador do Cristo na obra do Bem quando descobre que o “Amor cobre a multidão de pecados”. 

Muita Paz! 

Magali Bischoff

Segue o vídeo do programa Mundo Maior Repórter sobre a “Prostituição” produzido pela TV Mundo Maior, emissora da Fundação Espírita André Luiz, com a opinião de pesquisadores e expositores espíritas à luz da Doutrina Espírita. 

Um convite para que possamos ampliar o interesse na educação de almas nas Casas espíritas e da importância do ambiente acolhedor e da fraternidade para a recuperação de cada um à partir do contato com o Evangelho do Cristo. 

E uma bela mensagem do Livro “Vida e Sexo” pelo espírito Emmanuel (psicografia de Francisco Cândido Xavier) 

"Em torno do sexo, será justo resumirmos as normas seguintes: 

Não proibição, mas educação. 

Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. 

Não indisciplina, mas controle. 

Não impulso livre, mas responsabilidade. 

Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um." 

Bibliografia: 

1. KARDEC.Allan- O Livro dos Espíritos –questão 621–Ed.FEESP 15ª Edição,2001. 

2. KARDEC.Allan- O Evangelho Segundo o Espiritismo – “Mundo de provas e expiações” Ed.FEESP 15ª Edição,2001. 

3.XAVIER. Francisco Cândido – “Vida e Sexo” pelo espírito Emmanuel- Ed. FEB 1ª Edição,1970. 

4. SAGRADA.Bíblia- JôCap.VIII,versículo1 a 11


AVISE A VOCÊ.

Espírito: ANDRÉ LUIZ.


Aprenda a admoestar-se, antes que a vida admoeste a você.

* Se o seu problema é alimentar-se excessivamente, exponha na mesa está legenda escrita, diante dos olhos:
- Devo moderar meu apetite.

* Se a sua luta decorre da preguiça, dependure este dístico à frente do próprio leito para a reflexão cada manhã: 
- Devo trabalhar honestamente.

* Se a sua intranqüilidade surge da irritação sistemática, coloque este aviso em evidência na lar para observação incessante:
- Devo governar minhas emoções.

* Se o seu impedimento irrompe de vícios arraigados, carregue consigo um cartão com
esta lembrança breve:
- Devo renovar-me.

* Se o seu caso difícil é a inquietação sexual, traga no pensamento este aviso constante:
- Devo controlar meus impulsos.

* Se o seu ponto frágil está na palavra irrefletida, espalhe este memorando em torno de seus passos:
- Devo falar caridosamente.

Não acredite em liberdade incondicional. Todo direito está subordinado a determinado dever. Ninguém abusa sem consequências. 

Repare os sistemas penalógicos da vida funcionando espontaneamente.

* Enfermidades compartilham excessos...

* Obsessões cavalgam desequilíbrios...

* Cárceres segregam a delinquência...

* Reencarnações expiatórias acompanham desatinos...

Corrijamos a nós mesmos, antes que o mundo nos corrija.

Todos sabemos proclamar os méritos do pensamento positivo, entretanto, não há pensamento positivo para o bem sem pensamento reto.

O tempo é aquele orientador incansável que ensina a cada um de nós, hoje, amanhã e sempre que ninguém pode realmente brincar de viver.
Fechando Círculos...Encerrando Capítulos



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final... 
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

...Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

...Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se...

...Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

...Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..

E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão.

Do livro O Zahir - Paulo Coelho

quarta-feira, 24 de abril de 2013

PARA REFLETIR!....



Amanhã fico triste… amanhã! Hoje não… Hoje fico alegre!



E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: 




Amanhã fico triste, hoje não…”



(Poema encontrado na parede de um dos dormitórios de crianças do 

campo de extermínio nazista de Auschwitz)
POBREZA E RIQUEZA

* O pobre, pobre de humildade e de espírito de serviço, é o irmão dileto do rico, rico de avareza e indiferença.

O pobre, rico de resignação e de atividade no bem, é o companheiro ideal do rico, rico de bondade e entendimento.

* Pobreza e riqueza são portas abertas à glorificação espiritual. Na primeira, é mais fácil aprender a servir, na segunda, a ciência de dar exige agradável acesso.

* Não vale a pobreza sem a conformação e ruinosa é a riqueza insensata.

* Todos os homens, na intimidade de si mesmos, são defrontados por desafios da carência e da fortuna que os convocam ao esforço de sublimação. Aquele que se empobrece de ignorância e maldade, buscando enriquecer-se de amor e sabedoria, no serviço ao próximo, através do trabalho e do estudo incessantes,
adquirindo compreensão e conhecimento, luz e paz, diante das Leis Divinas, é, de todos os pobres e de todos os ricos, o homem mais valioso e mais feliz.

André Luiz
CURA E CARIDADE.


Cada vez que nos reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum.

Enxameiam, aflitos, por toda parte, aguardando medicação.

Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada.

Há os que tremem desnudos, requisitando a internação em roupa conveniente.

Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção de bom ânimo.

Há os que arrojaram nos tormentos da culpa, rogando tranqüilizantes do esquecimento.

Há os que se conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor.

Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a bênção do reconforto.

Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por recursos de apoio.

E há, ainda, aqueles outros que se envenenaram de egoísmo e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional.

***

Ajuda, sim, aos doentes do corpo, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra, aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida.


Todos podemos ser instrumentos do bem, uns para com os outros.

Não esperes que o companheiro se acame prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio.

Auxilia-o, hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível é tratamento indolor da necessidade humana.

Os emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio.

Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim.
AS DUAS CABRAS

Duas Cabras brincavam alegremente sobre as pedras, na parte mais elevada de um vale montanhoso. Ocorre que se encontravam separadas, uma da outra, por um abismo, em cujo fundo corria um caudaloso rio que descia das montanhas. 

O tronco de uma árvore caída era o único e estreito meio de cruzar de um lado ao outro do despenhadeiro, e nem mesmo dois pequenos esquilos eram capazes de cruzá-lo ao mesmo tempo, com segurança.

Aquele estreito e precário caminho era capaz de amedrontar mesmo o mais bravo dos pretendentes à travessia, Exceto aquelas Cabras.

Mas, o orgulho de cada uma delas, não permitiria que uma permanecesse diante da outra, sem que isso não representasse uma afronta aos seus domínios, mesmo estando separadas pela funda garganta.

Então resolveram, ao mesmo tempo, atravessarem o estreito caminho, para brigarem entre si, com o propósito de decidir qual delas deveria permanecer naquele local. E no meio da travessia as duas se encontraram, e começaram a se agredir mutuamente com seus poderosos chifres.

Desse modo, firmes na decisão de levar adiante o forte desejo pessoal de dominação, nenhuma das duas mostrava disposição em ceder caminho à adversária. Assim, pouco tempo depois, acabaram por cair na profunda grota, e logo foram arrastadas pela forte correnteza do rio.

Moral da História: É melhor abrir mão do orgulho do que chamar para si a desgraça através da teimosia.

Autor : Esopo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Campanha "Amor à Vida! Aborto, Não!"



I - Considerações Doutrinárias

A Doutrina Espírita trata clara e objetivamente a respeito do abortamento, na questão 358 de sua obra básica O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: Pergunta - Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?

Resposta - "Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando".

Sobre os direitos do ser humano, foi categórica a resposta dos Espíritos Superiores a Allan Kardec na questão 880 de O Livro dos Espíritos: Pergunta - Qual o primeiro de todos os direito naturais do homem?

Resposta - "O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal". Início da Vida Humana.

Para a Doutrina Espírita, está claramente definida a ocasião em que o ser espiritual se insere na estrutura celular, iniciando a vida biológica com todas as suas conseqüências. Na questão 344 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores: Pergunta - Em que momento a alma se une ao corpo?

Resposta - "A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz. O grito, que o recém-nascido solta, anuncia que ela se conta no número dos vivos e dos servos de Deus."

As ciências contemporâneas, por meio de diversas contribuições, vêm confirmando a visão espírita acerca do momento em que a vida humana se inicia. A Doutrina Espírita firma essa certeza definitiva, estabelecendo uma ponte entre o mundo físico e o mundo espiritual, quando oferece registros de que o ser é preexistente à morte biológica.

A tese da reencarnação, que o Espiritismo apresenta como eixo fundamental para se compreender a vida e o homem em tua sua amplitude, hoje é objeto de estudo de outras disciplinas do conhecimento humano que, através de evidências científicas, confirmam a síntese filosófica do Espiritismo: "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a Lei." Assim, não se pode conceber o estudo do abortamento sem considerar o princípio da reencarnação, que a Parapsicologia também aborda ao analisar a memória extracerebral, ou seja, a capacidade que algumas pessoas têm de lembrar, espontaneamente, de fatos com elas ocorridos, antes de seu nascimento. Dentro da lei dos renascimentos se estrutura, ainda, a terapia regressiva a vivências passadas, que a Psicologia e a Psiquiatria utilizam no tratamento de traumas psicológicos originários de outras existências, inclusive em pacientes que estiveram envolvidos na prática do aborto.
AGORA, NÃO DEPOIS
Emmanuel



Nem cedo, nem tarde.
O presente é hoje.
O passado está no arquivo.
O futuro é uma indagação.
Faze hoje mesmo o bem a que te determinaste.
Se tens alguma dádiva a fazer, entrega isso agora.
Se desejas apagar um erro que cometeste, consciente ou inconscientemente, procura
sanar essa falha sem delongas.
Caso te sintas na obrigação de escrever uma carta, não relegues semelhante dever ao
esquecimento.
Na hipótese de idealizares algum trabalho de utilidade geral, não retardes o teu esforço
para trazê-lo à realização.
Se alguém te ofendeu, desculpa e esquece, para que não sigas adiante carregando
sombras no coração.
Auxilia aos outros, enquanto os dias te favorecem.
Faze o bem agora, pois, na maioria dos casos, “depois” significa “fora de tempo”, ou
tarde demais.
CONVITE FRATERNAL
Emmanuel



* Efetivamente, grandes tribulações varrem a Terra. E decerto que os teus ouvidos lhes
registram os ecos.

* São grupos de criaturas em sofrimento.

* Vemos os companheiros tresmalhados na delinqüência, nos recantos de reajuste e
reeducação que os segrega; as mulheres que fizeram da liberdade a pesada corrente que
as prende à solidão; os casais infelizes que acreditaram nas seduções do amor livre e
caíram nos cativeiros da alma; os amigos entediados que se inclinam para o suicídio; os
pais agoniados procurando os filhos queridos que a provação ocultou nas sombras da
morte, e os doentes que se entregam ao desespero...

* Vimos outros: os desencarnados que nós engajamos na Causa do Cristo e que nós
espalhamos por toda parte, rogando vozes que lhes traduzam a palavra junto dos
homens e mãos operosas que os auxiliem no pronto socorro da paz.

* Se o nosso apelo te alcança o coração, vem e auxilia-nos!...

* Aceita o nosso convite à solidariedade e trabalhemos unidos.

* Vem e age conosco, que também somos servidores frágeis e pequeninos...
Para isso, ninguém te pede certidão de santidade, em demonstrações de grandeza. Basta
que nos estendas a tua migalha de colaboração e uma réstia de luz.
A Fé e a Credulidade

Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade. Allan Kardec


A Fé é uma das características do homem, encarnado ou não, assim como o amor e a esperança. Mas o que é fé? No dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, esse substantivo feminino quer dizer firmeza na execução de uma promessa ou de um compromisso e crença ou confiança. 

Fé é muito mais que crença e com ela não se confunde. A esperança, um elemento intrínseco da estrutura da vida, da dinâmica e do espírito do homem está intimamente ligada à fé.

Até o presente a fé só foi compreendida no sentido religioso, porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca, e porque nele só viram um chefe de religião. Mas há uma distinção entre religião e fé. Religião é uma organização, como rabinos ou padres, bispos e tradições. Ter fé não significa necessariamente reconhecer qualquer uma dessas organizações. Somos conectados diretamente a Deus sem precisar de rabinos ou padres.

No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido a fé pode ser raciocinada ou cega. A fé cega nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo.

 No homem, a fé é o sentimento inato de seus destinos futuros; é a consciência que ele tem das faculdades imensas depositadas em germe no seu íntimo, a princípio em estado latente, e que lhe cumpre fazer que desabrochem e cresçam pela ação da sua vontade ativa. 

O magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação. É pela fé que ele cura e produz esses fenômenos singulares, qualificados outrora de milagres. Se todos os encarnados se achassem persuadidos da força que em si trazem, e se quisessem por a vontade a serviço dessa força, seriam capazes de realizar o que, até hoje, eles chamaram prodígios e que, no entanto, não passa de um desenvolvimento das faculdades humanas.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma, faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão da coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado.

Existe uma distinção importante entre fé racional e irracional. Enquanto a fé racional é o resultado da atividade interior da pessoa, em pensamento ou sentimento, a fé irracional é a submissão a determinada coisa que se aceita como verdadeira, independentemente de sê-lo ou não. O elemento essencial em toda a fé irracional é o caráter passivo, seja o seu objeto um ídolo, um líder, uma ideologia. 

Na esfera das relações humanas, ter fé em outra pessoa significa estar certo da sua essência, isto é, da confiança e imutabilidade das suas atitudes fundamentais. No mesmo sentido, podemos ter fé em nós mesmos, não na constância das nossas opiniões, mas na nossa orientação básica em relação à vida, na matriz da estrutura do nosso caráter. Essa fé é condicionada pela experiência do eu, pela nossa capacidade de dizer “eu” legitimamente, pelo sentido da nossa identidade.

A certeza de alguma coisa, Isto é, desta fé racional, somente é conseguida através de esforço, de estudo, ou seja, para se adquirir a verdadeira fé é indispensável o trabalho, o raciocínio, o estudo e o esforço, quando, então, se chega a uma conclusão segura. 

Embora haja certas semelhanças entre fé e credulidade, as diferenças são enormes e fundamentais. A credulidade é a aceitação fácil e ingênua de tudo. É acreditar em algo ou em alguém sem fundamentação. A fé é depositar confiança em algo ou alguém com a certeza de que essa confiança foi testada e fundamentada.

Necessário guardar-se de confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se alia à humildade. Aquele que a possui deposita sua confiança em Deus, mais do que em si mesmo, pois sabe que, simples instrumento da vontade de Deus, nada pode sem Ele. A presunção é menos fé que orgulho, e o orgulho é sempre castigado cedo ou tarde, pela decepção e os malogros que lhes são infligidos.

A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. 

Não há dúvida de que a fé não pode ser prescrita, ou o que é ainda mais justo: não pode ser imposta. Não, a fé não se prescreve, mas se adquire, e não há ninguém que esteja impedido de possuí-la, mesmo os mais refratários.

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Obras consultadas: O Evangelho Segundo o Espiritismo
Allan Kardec
A Revelação da Esperança - Erich Fromm
Convivência - Emmanuel
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formatação e epsquisa: MILTER- 22-04-2013