O melindre é a pobre resposta do sentimento agredido.
As casas espíritas compostas por relacionamentos de conteúdo moral elevado tais como a assertividade, a empatia, o conhecimento mútuo, a amizade favorecem uma convivência saudável e harmoniosa que ensejam defesas contra o “vírus” contagiante do orgulho ofendido.
Por longo tempo ainda estagiaremos sob os alvitres do amor próprio ferido, já que ainda não guardamos a suficiente abnegação e humildade para superá-lo integralmente. Nada mais natural que recebermos seus reflexos. Contudo, se já temos em nós a luz do Evangelho e do Espiritismo para guiar nossos passos,
compete-nos empreender árdua luta para não permanecermos por tempo demasiado sob sua influência perniciosa, a fim de não permitirmos os dolorosos trâmites da subjugação e da perda energética seguida de doenças variadas, sobretudo, no sistema circulatório.
Enredados em suas malhas, procuremos meditar e orar, estudemos suas origens em nós e afastemos tudo quanto possa dar-lhe guarida por mais tempo.
Empreendamos nossos melhores esforços pela casa espírita mais fraterna e de relações honestas, sinceras, onde encontremos o clima desejável de confiança e afeto para dirimirmos as dúvidas naturais de nossa convivência, que também se encontra em aperfeiçoamento e aprendizado, não permitindo as brechas das
imaginações doentias que são campo arado para a ofensa e a desavença.
Lembremos, por fim, que o futuro trabalhador do movimento espírita é, quase sempre, originado das experiências cotidianas de nossas Casas, onde muito experienciou nas sendas da suscetibilidade ferida. Ante esse fato, ficam para nós as indagações: qual terá sido o recurso de superação adotado pelo trabalhador nas
questões melindrosas? Terá ele desenvolvido habilidades emocionais inteligentes para lidar harmoniosamente com tal imperfeição, ou apenas adquiriu o hábito de se insensibilizar e se tornar imune às agressões?
Precisamos dessas respostas, pois elas explicam e geram muitos fatos!
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