segunda-feira, 1 de abril de 2013

ARAR ORANDO

Pelo Espírito Joana de Ângelis



Narra Leão Tolstoi que um sacerdote convidou um lavrador a orar, e este, que se encontrava na gleba laborando, respondeu não poder acompanhá-lo à oração porque arava. Após meditar, obtemperou o ministro da fé religiosa: fazes bem, pois que arar é também orar...

A estória criada pelo eminente filósofo e moralista cristão tem plena aplicação na atualidade.

Ante um mundo aturdido qual o dos nossos dias, a cada instante espíritos desarvorados bradam: mais ação, menos oração.

Deixemos a prece, usemos o trabalho. A miséria necessita de pão e socorro, não de palavras e orações...

Hoje, no entanto, como em todos os tempos, o utilitarismo esquece a previdência e o instantâneo é responsável pelas conseqüências funestas e graves, que advirão mediatas.

Sem dúvida, a ação edificante é geratriz da mecânica do progresso e da felicidade dos povos. Todavia, convém não olvidarmos que a oração é o lubrificante da máquina da vida.

Nem oração sem ação, nem atividade sem prece.

A medida ideal, evidentemente, será orar antes de atuar para que a ação imprevidente não conduza o desassisado à oração do desespero.

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