ARAR ORANDO
Pelo Espírito Joana de Ângelis
A estória criada pelo eminente filósofo e moralista cristão tem plena aplicação na atualidade.
Ante um mundo aturdido qual o dos nossos dias, a cada instante espíritos desarvorados bradam: mais ação, menos oração.
Deixemos a prece, usemos o trabalho. A miséria necessita de pão e socorro, não de palavras e orações...
Hoje, no entanto, como em todos os tempos, o utilitarismo esquece a previdência e o instantâneo é responsável pelas conseqüências funestas e graves, que advirão mediatas.
Sem dúvida, a ação edificante é geratriz da mecânica do progresso e da felicidade dos povos. Todavia, convém não olvidarmos que a oração é o lubrificante da máquina da vida.
Nem oração sem ação, nem atividade sem prece.
A medida ideal, evidentemente, será orar antes de atuar para que a ação imprevidente não conduza o desassisado à oração do desespero.

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