Comunicação com os espíritos
A perda_dos_entes que nos são caros constitui para nós legítima causa de dor, tanto mais legítima quanto é irreparável e independente da nossa vontade. Essa causa de dor atinge assim o rico, como o pobre:
Tendes, porém, uma consolação em poderdes comunicar-vos com os vossos amigos pelos meios que vos estão ao alcance, enquanto não dispondes de outros mais diretos e mais acessíveis aos vossos sentidos.
Não pode haver profanação na comunicações com o além-túmulo, quando haja recolhimento e quando a evocação seja praticada respeitosa e convenientemente. A prova de que assim é tendes no fato de que os Espíritos que vos consagram afeição acodem com prazer ao vosso chamado. Sentem-se felizes por vos lembrardes deles e por se comunicarem convosco. Haveria profanação, se isso fosse feito levianamente. A possibilidade de nos pormos em comunicação com os Espíritos é uma dulcíssima consolação, pois que nos proporciona meio de conversarmos com os nossos_parentes_e_amigos, que deixaram antes de nós a Terra. Pela evocação, aproximamo-los de nós, eles vêm colocar-se ao nosso lado, nos ouvem e respondem. Cessa assim, por bem dizer, toda separação entre eles e nós. Auxiliam-nos com seus conselhos, testemunham-nos o afeto que nos guardam e a alegria que experimentam por nos lembrarmos deles. Para nós, grande satisfação é sabê-los ditosos, informar-nos, por seu intermédio, dos pormenores da nova existência a que passaram e adquirir a certeza de que um dia nos iremos a eles juntar.
Só podemos dizer-vos que é muito difícil para nós, Espíritos_elevados, achar um médium pelo qual nos possamos comunicar. Muitos Espíritos conversariam com prazer se encontrassem um médium conveniente. É daí que provém a variedade das comunicações; aquelas que se verificam ser falsas não o são sempre voluntariamente. Para o futuro conheceremos melhor as condições que influem sobre as comunicações.
Fontes:
Livro: "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, questões 934 e 935;
Livro: "Ensinos Espiritualistas", FEB, pelo Médium William Stainton Moses;
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará
Nenhum comentário:
Postar um comentário