quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A alma dos animais

Os animais possuem_uma_inteligência que lhes faculta certa liberdade de ação, os animais possuem um princípio independente da matéria que sobrevive ao corpo. É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. 

Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus

Após a morte, a alma dos animais conserva a sua individualidade. Mas, quanto à consciência do seu eu, não. A vida inteligente lhe permanece em estado latente.

Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal depois da morte fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante. O Espírito_errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade. De idêntica faculdade não dispõe o dos animais. A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito. O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente. Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas. 

À alma dos animais não é dado escolher a espécie de animal em que encarne, pois que lhe falta livre-arbítrio.

O Espírito que animou o corpo de um homem não poderia encarnar num animal. Isso seria retrogradar (voltar para trás; recuar) e o Espírito não retrograda.

Os mamíferos que se ligam a nós outros por extremos laços de parentesco, em se desencarnando, agregam-se aos ninhos em que se lhes desenvolvem os companheiros e, qual ocorre entre os animais inferiores, nas múltiplas faixas evolutivas em que se escalonam, não possuem pensamento_contínuo para a obtenção de meios destinados à manutenção de nova forma.

Encontram-se, desse modo, aquém da histogênese espiritual, inabilitados a mais amplo equilíbrio que lhes asseguraria ascensão anovo plano de consciência.

Em razão disso, efetuada a histólise dos tecidos celulares, nos sucessos recônditos da morte física, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de maliar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente.

Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se fluam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante_à_hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam, retomando o organismo com que se confiarão a nova etapa de experiência, com os ascendentes do automatismo e do instinto que já se lhes fixaram no ser, e sofrendo, naturalmente, o preço hipotecável aos valores decisivos da evolução

Fontes:
Livro: "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, questões 598, 599, 600 e 612;
Livro: "Evolução em Dois Mundos", de André Luiz, por Chico Xavier;
Romeu Leonilo Wagner, Belém, Pará.

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