quarta-feira, 12 de junho de 2013

Não desdenhe brilhar...

Sim, era acusado de um crime e fora aprisionado pelos homens...
Tudo indicava que na máscara daquele rosto a beleza fugira.
Traços duros e irregulares.
Tez sem cor e sem viço.
Cabelos ralos e descuidados.
Testa vincada por rugas profundas.
Olhos embaciados por desesperos profundos.
Nariz adunco e disforme.
Boca rasgada de cantos contraídos.
Maxilares proeminentes.
Ar de tristeza e preocupação.
E caminha vacilante, tormento à vista...

Súbito, porém, o homem sorri e um sopro de simpatia vitaliza-lhe o semblante. Alteram-se-lhe todas as linhas para melhor qual se possante facho interior fosse aceso de inesperado.

Já não era o mesmo homem. Já não parecia um criminoso...

Amigo, você já observou o efeito renovador de um sorriso?
Sorriso é raio de luz da alma.
E a luz, ainda mesmo no abismo,
é sempre esplendor do alto vencendo as trevas.
Não negue a dádiva do sorriso seja a quem for.
Sorri na dificuldade.
Sorri na luta.
Sorri na dor.
Sua alma é sol divino.
Não desdenhe brilhar!

VALÉRIUM
(NÃO DESDENHE BRILHAR)

(Ideal Espírita, 10, FCXavier, CEC)

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