segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SALDOS EXTRAS


O homem comum. Em todas as latitudes da Terra, guarda, habitualmente, o mesmo padrão de atividade normal.

Alimenta-se.

Veste-se.

Descansa.

Dorme.

Pensa.

Fala.

Grita.

Procria.

Indaga.

Pede.

Reclama.

Agita-se.

Em suma, consome e, muitas vezes, usurpa a vitalidade dos reinos que se lhe revelam inferiores.

É o serviço da evolução.

Para isso, concede-lhe o Senhor grande cota de tempo.

Cada semana de serviço útil, considerada em seis dias ativos, é constituída de 144 horas, das quais as 

criaturas mais excepcionalmente consagradas à responsabilidade gastam 48 em trabalho regular.

Nessa curiosa balança, a mente encarnada recebe um saldo de 96 horas, em seis dias, relativamente ao 

qual raríssimas pessoas guardam noção de consciência.

Por semelhante motivo, a sementeira, gratuita da fraternidade e da luz se reveste de especial significação 

para o servidor do Cristo.

Enorme saldo de tempo, exige avultado serviço extra.

Em razão disso, às portas da Vida Eterna, quando a alma do aprendiz, no exame de aproveitamento além, 

da morte, alega cansaço e se reporta aos trabalhos triviais que se desenvolveu no mundo, a palavra do 

Senhor sempre interrogará. Inquebrantável e firme:

- “Que fizeste de mais?”

Ofensas e injúrias? Perdoe sinceramente, sejam quais sejam, e Deus auxiliará você a esquecê-las.

(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)

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